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Ciência do mercado
◦ Textos datados até 15/07/2026 foram escritos sob a metodologia v1 dos índices; a série atual é a v2.2. Ver metodologia.
Como pesquisa se faz — método, estatística, dados abertos e os estudos da própria casa — aplicada ao mercado brasileiro. 105 ensaios em trilhas de leitura: cada um termina apontando o próximo. Descritivo, nunca recomendação.
Comece por uma trilha
- Caixa de ferramentas do pesquisador independente2 ensaios
- Como nasce e avança uma pesquisa15 ensaios
- Dados abertos brasileiros como matéria-prima de pesquisa6 ensaios
- Economia e finanças brasileiras como ciência5 ensaios
- Estatística para quem lê mercado, não para quem programa12 ensaios
- Fundamentos de ciência de mercado7 ensaios
- Inteligência artificial e a integridade da pesquisa2 ensaios
- Ler ciência de mercado sem ser enganado4 ensaios
- O método da casa2 ensaios
- A disciplina dos sinais4 ensaios
- A disciplina dos sinais: janelas, prazos e o problema do look-ahead4 ensaios
- Analogia histórica: distribuição, não profecia7 ensaios
- Como a casa testa o que constrói9 ensaios
- Governança, transparência e o motor por trás9 ensaios
- Mercado pequeno, fórmula importada2 ensaios
- Mercado pequeno, fórmula importada: os limites da amostra brasileira6 ensaios
- Os índices publicados: o que é público e por que9 ensaios
Caixa de ferramentas do pesquisador independente 2
- O que é o Zenodo — e por que a licença também é pesquisaUm estudo publicado no site do próprio autor tem a permanência do site do próprio autor: um boleto de hospedagem não pago, e a "literatura" desaparece.
- Zotero para quem pesquisa mercado sozinhoToda pesquisa que dura mais de um mês enfrenta o mesmo adversário silencioso: a própria memória de quem pesquisa.
Como nasce e avança uma pesquisa 15
- Como a academia brasileira de finanças se organiza: sociedades, encontros e periódicosVista de fora, "a academia" parece um prédio único — uma instituição monolítica que aprova e reprova ideias.
- Como nasce uma pesquisa: da pergunta à hipóteseNenhuma pesquisa que conhecemos por dentro começou com dados.
- Como submeter um artigo a um periódico de economia no BrasilO manuscrito pronto parece um fim de linha.
- Custos e prazos de publicar um artigo científico: o que raramente se explicaA imagem pública da publicação científica alterna entre dois retratos falsos.
- Níveis de pesquisa: da curiosidade ao working paper, do preprint ao peer reviewO vocabulário da pesquisa parece um catálogo de objetos diferentes: working paper, preprint, artigo revisado, nota técnica.
- O que é um desk reject e o que ele não significa sobre a qualidade de um artigoO "não" mais rápido da ciência chega em semanas, às vezes em dias, e não traz parecer nenhum.
- O que é ORCID e por que pesquisador independente precisaA ciência brasileira tem um problema de sobrenome.
- O que é um preprint e onde ficam os nossosEm janeiro de 2020, enquanto revistas médicas ainda organizavam filas de avaliação, as primeiras descrições do novo coronavírus circularam entre cientistas…
- Teste de robustez: por que um resultado que só funciona de um jeito não é resultadoHá uma pergunta que desmonta a maioria dos achados empolgantes de mercado, e ela cabe numa linha: o resultado sobrevive se alguma coisa mudar? Mude a janela…
- Pesquisa sob demanda: quando a pesquisa não depende de um departamentoDurante quase todo o século vinte, uma pergunta de pesquisa séria só tinha um caminho: encontrar um departamento universitário — ou o centro de estudos de um…
- Qualis vs. fator de impacto: dois jeitos de medir prestígio que não se traduzem entre siPergunte a dois pesquisadores se determinada revista é boa e prepare-se para respostas que não conversam.
- Registro pré-análise: a hipótese declarada antes do testeToda pesquisa quantitativa tem uma gaveta invisível.
- Reprodutibilidade em finanças: por que quase ninguém testaExiste um teste simples para separar pesquisa de opinião bem formatada: entregar o estudo a um estranho e pedir que ele chegue ao mesmo número.
- Revisão cega e revisão aberta: como periódicos avaliamOrquestras americanas mudaram um detalhe nas audições a partir dos anos 1970: penduraram uma cortina entre o músico e a banca.
- Tamanho de amostra em séries financeiras: por que \"20 anos de dados\" pode ser pouco"Vinte anos de dados" soa como abundância.
Dados abertos brasileiros como matéria-prima de pesquisa 6
- CVM dados abertos: o que a autarquia publicaA CVM aparece no noticiário quase sempre no papel de xerife: julgamento, multa, norma nova, ofício.
- Dados abertos da B3: o que é público e o que é pagoA cotação que aparece de graça no portal de notícias chega atrasada — em geral quinze minutos depois do negócio acontecer.
- Dados abertos do BCB: do SGS à leitura do DiárioTodo dia útil, um punhado de números atravessa o Diário do Radar Perene: a Selic, o CDI, o IPCA acumulado, o câmbio de fechamento.
- IBGE SIDRA: da tabela ao insumo de pesquisaO número de inflação que abre os telejornais tem uma casa de origem que quase ninguém visita.
- Tesouro Transparente: dívida pública em dados abertosA dívida pública é o dado macroeconômico mais citado e menos consultado do Brasil.
- Ipeadata: onze mil séries que viram pesquisaOs artigos anteriores desta trilha visitaram quatro casas — Banco Central, B3, IBGE, Tesouro, CVM —, cada uma dona do seu pedaço do dado brasileiro.
Economia e finanças brasileiras como ciência 5
- Câmbio: 'dólar caro' é pergunta de dado, não de opiniãoEm março de 2020, o dólar fechou a R$ 4,88 e o país inteiro o declarou caro.
- Ciclos econômicos: descrever o passado não é preverA cada divulgação trimestral do PIB, a mesma cena: se o número vem negativo pela segunda vez, manchetes decretam recessão; se vem positivo, decretam que ela…
- Spread bancário: o que a literatura brasileira já mediuNo mesmo balcão, no mesmo dia, o mesmo banco pratica dois números que parecem pertencer a países diferentes: o que paga a quem deixa dinheiro aplicado e o…
- Inflação e indexação: a memória que os contratos guardamNo início de 2021, milhões de inquilinos brasileiros receberam uma carta parecida: o aluguel seria reajustado pelo índice previsto no contrato, e o índice…
- Juros reais vs. nominais: a inflação decide quem ganhaEntre agosto de 2020 e março de 2021, quem deixou dinheiro rendendo a taxa básica no Brasil viu o saldo crescer todos os meses.
Estatística para quem lê mercado, não para quem programa 12
- Backtesting honesto: separar a amostra antes de testarExiste um gênero de gráfico que nunca decepciona: a curva de patrimônio de um backtest.
- Ibovespa e dólar: o que a correlação não contaNenhum par de números brasileiros é explicado com tanta frequência — e tão pouca cerimônia — quanto bolsa e dólar.
- Hipótese do mercado eficiente: a teoria e seus críticosDois economistas caminham pela calçada quando um deles avista uma nota de vinte dólares no chão.
- Intervalo de confiança: o que um número diz — e o que calaToda média histórica de mercado viaja pelo noticiário como um passageiro sem bagagem: "a bolsa rendeu tanto por cento ao ano", e ponto.
- Look-ahead bias: o erro que faz um modelo \"prever o passado\"Um aluno entrega a prova com todas as respostas certas.
- O que é cointegração: quando duas séries andam amarradasUma mulher sai do bar tarde da noite com o cachorro na coleira.
- Regime switching: quando a regra muda no meio do jogoUma relação de mercado funciona por dez anos com a regularidade de um relógio.
- Prêmio de risco e fatores: fato empírico, não dica de compraExiste um trajeto curioso que certas palavras percorrem: nascem numa tabela de periódico acadêmico, cercadas de ressalvas, e reaparecem vinte anos depois num…
- Regressão espúria: séries que andam juntas por nadaEm 1926, o estatístico britânico George Udny Yule publicou um artigo com um título que ainda constrange: Por que às vezes obtemos correlações sem sentido…
- Sazonalidade ou folclore: o que sobra do \"sell in May\""Venda em maio e vá embora." O provérbio é mais velho do que a maioria das séries de dados usadas para testá-lo — a versão inglesa completa mandava o…
- Significância estatística não é relevância econômicaUm microscópio suficientemente potente encontra impurezas em qualquer copo de água.
- Passeio aleatório: o preço de ontem não prevê o de amanhãNo livro que popularizou o tema, o economista Burton Malkiel conta um experimento de sala de aula: seus alunos construíram o gráfico de uma "ação" fictícia…
Fundamentos de ciência de mercado 7
- Correlação não é causalidade — e o mercado confunde as duasÀs cinco da tarde de qualquer dia útil, o noticiário financeiro entrega uma explicação pronta: a bolsa caiu com o dólar, os juros subiram por causa da fala…
- O que é DOI e por que cada estudo do Radar Perene tem umA internet esquece com uma velocidade que constrange qualquer biblioteca: estudos sobre o fenômeno estimam que uma fração enorme dos links citados em…
- O que é p-hacking e por que ele mina modelos de mercadoUm pesquisador testa vinte versões da mesma ideia contra a mesma série de preços.
- O que é peer review — e por que um estudo revisado vale maisDois estudos chegam ao leitor na mesma semana e afirmam coisas opostas sobre o mesmo mercado.
- O que é um working paper — e o que ele não éQuem digita "working paper" numa busca em português recebe, na maior parte dos resultados, uma aula de auditoria: papéis de trabalho, evidências de…
- Overfitting em backtest não é sobre trading, é sobre métodoExiste um jeito garantido de construir um modelo que explica perfeitamente os últimos vinte anos de qualquer mercado: dar a ele parâmetros suficientes.
- Viés de sobrevivência: por que séries 'vencedoras' enganamNa Segunda Guerra, os aviões que voltavam das missões chegavam crivados de balas nas asas e na fuselagem — e o comando queria blindar exatamente esses…
Inteligência artificial e a integridade da pesquisa 2
- Autoria e detecção de IA em ciênciaNos primeiros meses da IA generativa, alguns artigos científicos chegaram a ser publicados com uma ferramenta de IA listada entre os autores — nome na capa…
- IA na pesquisa: o que os periódicos já regulamEm poucos anos, a publicação científica passou de "isso não é problema nosso" a um corpo de regras surpreendentemente convergente sobre inteligência…
Ler ciência de mercado sem ser enganado 4
- Como ler um abstract de finanças em três minutosA maior parte do que se afirma sobre "estudos" no debate de mercado vem de gente que leu um parágrafo — e leu mal.
- Conflito de interesse na pesquisa de bancoO relatório chega bem diagramado, com dezenas de páginas, modelo detalhado e uma conclusão sobre uma empresa.
- O que é uma meta-análise — e por que faltam em finanças no BrasilQuando dois estudos sobre o mesmo tema chegam a conclusões opostas, o debate público escolhe o que confirma o que já acreditava e segue em frente.
- Red flags de pseudociência financeiraO material que mais engana no mercado não parece charlatanice — parece ciência.
O método da casa 2
- Como o Atlas testa se um precedente é fato estilizado ou coincidênciaUma moeda dá cara cinco vezes seguidas. Duas explicações competem: a moeda é viciada, ou o acaso fez o que o acaso faz. As duas hipóteses produzem a mesma…
- Por que nunca escrevemos \"você deve\": o filtro P7 explicadoHá frases que o leitor jamais encontrará em qualquer página desta casa.
A disciplina dos sinais 4
- Do registro de sinais ao índice publicado: o caminho que nem todo sinal percorreVisto de fora, um índice publicado parece um ponto de partida — o começo da história que o público acompanha.
- Quantas janelas cabem num sinal: por que sete e não umaPergunte a quem divulga um "sinal que funciona" qual é o horizonte dele, e observe a resposta escorregar.
- O registro de sinais que também sabe quando desistirOs sinais de mercado quase nunca morrem em público.
- Sinal contrarian testado e refutado: o que aconteceu quando a própria tese não segurouToda casa de análise tem uma tese de estimação.
A disciplina dos sinais: janelas, prazos e o problema do look-ahead 4
- O que é \"existir\" para um sinal de mercado: prazo, não intuição"Eu vi esse sinal semana passada." A frase circula em qualquer conversa de mercado e ninguém pergunta o que ela significa — porque a resposta constrangeria a…
- Pré-registro na prática: declarar o teste antes de rodar o modeloO pré-registro tem fama de instituição acadêmica: uma plataforma, um formulário, um carimbo — coisas de ensaio clínico e de laboratório universitário.
- Retrocomputar um registro de sinais: o que sobra quando se aplica a régua certaTodo registro de observações de mercado acumula, com o tempo, uma pergunta incômoda que quase ninguém faz em voz alta: quanto do que está aqui teria sido…
- O sinal que só existe depois de esperar: a disciplina das janelas fixasO mercado produz observações interessantes o dia inteiro — um extremo aqui, uma divergência ali, uma configuração que lembra outra.
Analogia histórica: distribuição, não profecia 7
- Por que comparar com 2008 e com 2020 dá respostas diferentesDuas quedas de mercado moram na memória de qualquer investidor brasileiro que atravessou as últimas duas décadas — e quase tudo o que elas têm em comum é o…
- Intervalo, não ponto: como ler a saída de um modelo de analogia históricaExiste um momento previsível em toda apresentação de um modelo de cenários: alguém da plateia pede "o número".
- O erro de achar que \"já vimos isso antes\" garante o próximo passoHá uma frase que sinaliza experiência e entrega o contrário: "isso eu já vi esse filme".
- k vizinhos mais próximos: como a casa escolhe com quais crises comparar hojeQuando um comentarista compara o momento atual com 2008, ele fez duas escolhas que quase nunca declara: escolheu com quantos episódios comparar — um — e…
- Do motor de análogos ao registro de sinais: como os dois se conversamQuem acompanhou as duas últimas trilhas desta série conheceu duas disciplinas que, à primeira vista, moram em prédios separados.
- \"Parecido com 2018\" é uma distribuição, não uma previsãoEm qualquer semana de tensão, a frase aparece: "isso está parecido com 2018".
- Regime muda, análogo muda: quando comparar com o passado deixa de fazer sentidoTodo método tem uma pergunta que ele prefere não ouvir.
Como a casa testa o que constrói 9
- Auditoria de reprodutibilidade: rodar de novo os próprios scripts para ver se o resultado se repetePergunte a qualquer pessoa que trabalha com dados se os próprios números são reproduzíveis e a resposta será sim — com a convicção serena de quem nunca…
- Bater o benchmark trivial: o teste que todo índice da casa precisa passar antes de existirTodo indicador novo chega ao mundo com uma vantagem injusta: ele é comparado com o vazio.
- Cinco índices, um só teste: por que comparar em conjunto muda o resultadoAvaliar indicadores um de cada vez parece a forma cuidadosa de trabalhar — cada um recebe atenção exclusiva, um relatório próprio, um veredito individual.
- Sete critérios que não mudam: o que permanece fixo quando um índice muda de versãoUm índice que muda de versão enfrenta uma pergunta de identidade que quase nunca é feita em voz alta: se a fórmula mudou, em que sentido ele ainda é o mesmo…
- O dossiê que decide se um índice sobrevive: bastidor de uma decisão realVersões novas de indicadores costumam nascer por aclamação: alguém melhora uma fórmula, o gráfico novo parece mais bonito que o antigo, e a troca acontece…
- Um índice em revisão: o que significa um working paper ainda não depositadoNa estante pública da casa há estudos com DOI, verificáveis por qualquer pessoa a qualquer hora.
- Múltiplas passagens antes de publicar: revisão interna quando não existe periódicoPublicar um working paper não exige a permissão de ninguém.
- Quando a casa mata a própria hipótese: o track que não sobreviveu à validaçãoExiste um momento na vida de qualquer linha de pesquisa em que os dados param de colaborar com o entusiasmo.
- Um resultado nulo também é resultado: o estudo que não deu diferença estatísticaHá um estudo em andamento na casa cujo achado central, até aqui, é uma frase que nenhum departamento de marketing aprovaria: não encontramos diferença…
Governança, transparência e o motor por trás 9
- O checklist que a casa aplica antes de citar a própria fonteO lugar mais fácil de escorregar não é onde se pisa com medo — é onde se pisa com confiança.
- Conflito de interesse ao contrário: o que muda quando quem calcula o índice não vende produto sobre eleA pergunta mais útil diante de qualquer análise de mercado não é "isso está certo?" — é "o que acontece com quem escreveu isso se eu acreditar?".
- Da autoavaliação ao dado aberto: fechando o ciclo entre o que a casa audita e o que ela publicaVistas de perto, as peças desta trilha parecem assuntos separados: um vazio regulatório aqui, uma regra de parada ali, uma taxa de acerto publicada, um crivo…
- Licenciar o motor: o que significa quando outro provedor quer usar a mesma disciplinaAo longo desta trilha, uma coisa foi ficando visível por acumulação: o que sustenta os índices da casa não é uma fórmula — é um regime de trabalho.
- Publicar a própria taxa de acerto, mesmo quando ela não é boaRepare no que o material de análise de mercado costuma exibir: a chamada que antecipou a queda, o estudo que "previu" a virada, o gráfico em que a linha do…
- Quem audita o auditor: o problema de um índice que ninguém regula por foraUm banco tem supervisor. Um fundo tem regulador, administrador, auditoria independente. Uma empresa listada presta contas a um enxame de instâncias. Agora…
- Quem paga a conta se um índice de mercado erra: o caso institucional para a autoavaliação públicaQuando um remédio falha, há farmacovigilância, recall, responsabilidade civil.
- Reprodutibilidade em ação: o que fazer quando uma estatística central não se repeteHá um momento na vida de quem trabalha com dados que nenhum manual romantiza: o número que sustentava a análise é recalculado sob uma variação legítima do…
- Transparência voluntária tem custo: o que a casa decidiu abrir e o que decidiu manter fechado"Sejam transparentes" é o conselho mais barato do mundo — para quem o dá.
Mercado pequeno, fórmula importada 2
- De 12 para 82 ações: por que \"largura de mercado\" à moda americana não serve ao BrasilOs manuais americanos de análise de mercado dedicam capítulos inteiros a uma família de indicadores chamada market breadth — a largura, ou amplitude, do…
- Quantas ações bastam para medir \"o mercado\" como um todo"O mercado subiu." A frase é dita milhares de vezes por dia, e quase ninguém pergunta quantas empresas são necessárias para que ela signifique alguma coisa…
Mercado pequeno, fórmula importada: os limites da amostra brasileira 6
- Adaptar ou importar: a decisão que precede qualquer índice setorial brasileiroExiste um momento, em toda pesquisa aplicada a mercado pequeno, que não aparece em nenhum paper final: o momento em que alguém decide se a fórmula…
- Amostra pequena, conclusão grande: o risco de generalizar com poucos dados no BrasilHá uma ironia estatística que persegue quem pesquisa o mercado brasileiro: quanto menor o mercado, maiores costumam ser as conclusões publicadas sobre ele.
- Cestas setoriais em mercado concentrado: quando poucas empresas decidem o setor inteiroPergunte a um analista americano o que é "o setor financeiro" e ele apontará para uma lista com dezenas de bancos, seguradoras, gestoras e processadoras de…
- O que a literatura americana de finanças assume que o Brasil não temTodo paper carrega duas camadas: o que ele afirma e o que ele assume.
- Rotação setorial: o que muda quando o setor em si é pequeno demais para rotacionarA rotação setorial é uma das ideias mais elegantes das finanças aplicadas: o capital migraria entre setores conforme a fase do ciclo econômico — de um grupo…
- Três incidentes, uma lição: o que falha quando uma cesta setorial concentrada quebraMetodologias não amadurecem em seminário. Amadurecem quando algo quebra em produção — quando a série que rodava há meses devolve um número que não faz…
Os índices publicados: o que é público e por que 9
- 16 planilhas, um hash: o pacote de dados públicos por trás de dois índicesUm gráfico convence; um arquivo baixável convida à desconfiança — e é por isso que o arquivo vale mais.
- Um índice, muitos regimes: por que Ânima estrutural e Ânima tática não são o mesmo índiceO clima de uma cidade e o tempo de hoje têm o mesmo objeto — a atmosfera — e ninguém confunde os dois.
- Ânima estrutural: medir um tipo de risco que não aparece no preçoO preço de fechamento é a informação mais fotografada do mercado — e uma das mais incompletas.
- Duas versões, uma revisão: o achado do ILI que não sobreviveuExiste um documento que quase nenhum provedor de indicador quer que você encontre: a versão antiga.
- Liquidez imobiliária tem índice: o que o ILI mede e o que ele não prometeQuem vende uma ação líquida descobre o preço em segundos.
- Relações de mercado que não sobrevivem: o que restou depois de testar tudo de novoTodo mercado acumula um folclore de engrenagens: quando A sobe, B cai; o setor X anda na frente do índice; a razão entre Y e Z "sempre" reverte.
- Risco Perene: o índice com DOI e sem fórmula pública — e por que essa é a escolha certaHá duas maneiras de esconder um método. A primeira é o segredo clássico: nada publicado, nada verificável, confie em nós. A segunda é mais sutil e mais comum…
- O único índice com pesos públicos: por que a casa abriu a fórmula de um e não dos outrosQuem folheia a série de working papers da casa encontra uma assimetria que parece incoerência: cinco índices publicados com conceito, DOI e método descrito…
- Utilities e o resto do mercado: a relação que passou no retesteTodo mercado tem seu folclore de pares: setores que "andam juntos", classes de ativos que "se protegem", engrenagens que o investidor repete em conversa como…
O laboratório da casa vive em Pesquisa; a leitura de cada dia, no Diário; os precedentes, no Atlas.
Isto é a memória do Radar. A leitura de hoje — regime, 5 lentes e os análogos do dia — está no ar, de graça.