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O taper tantrum de 2013: o susto importado que o regime brasileiro absorveu

◦ Escrito sob a metodologia v1 dos índices (vigente até 15/07/2026). A série atual é a v2 — leituras citadas podem diferir das exibidas hoje. Ver metodologia.

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O extremo

Em meados de 2013, o Federal Reserve sinalizou que reduziria seus estímulos, e os mercados emergentes entraram em estresse — o real perdeu força junto. No Brasil, o Radar registrou o sinal mais nítido em setembro: o prêmio que as matérias-primas em real haviam acumulado sobre a bolsa se dissolveu num único mês, e o apetite por risco recuou do território assumido para o neutro. Foi um afrouxamento, não uma ruptura. Em números, o Risco Perene cedeu de 62 para 55.

O que aconteceu depois

O temido colapso emergente não apareceu nas leituras domésticas. Em dezembro/2013, o apetite ainda se inclinava ao risco, apenas com a composição da bolsa mais defensiva por dentro — as concessionárias ampliando a dianteira —, e a estrutura de intermercado voltou a firmar em terreno comprado. Em março/2014, o apetite doméstico chegou ao ponto mais alto que o arquivo já registrou. O que mudou de verdade foi o custo do dinheiro: o Banco Central começou a subir a Selic — de 9,0% para 10,0% e depois 10,75% — defendendo o real.

O que não aconteceu

O taper não virou crise brasileira. Quem lesse o estresse global de 2013 como antessala de um colapso doméstico teria errado o regime — ele se manteve. O real enfraqueceu e os juros subiram, mas a estrutura do mercado absorveu o choque em vez de quebrar. O susto foi externo; o regime, não.

Veredito honesto

Um alarme global que a estrutura digeriu. Nem todo susto importado atravessa a fronteira do regime — às vezes ele só encarece o dinheiro e segue adiante.

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Personagens: Dólar · Juros (Selic) · Commodities

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