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A estrutura lidera o humor: o que 2016 ensinou sobre quem chega primeiro

Derivado

O extremo

Em março de 2016 a estrutura dos preços relativos da bolsa virou primeiro. O capital saiu dos refúgios e procurou os ativos espremidos; o intermercado subiu para 43,3, terceiro mês seguido de melhora. O sentimento, porém, ainda não tinha decidido para onde ir — e, quando decidiu, decidiu errado em ritmo e direção. Era a fila habitual de uma recomposição: a alocação na frente, o humor atrás, os juros muito atrás.

O que aconteceu depois

A ordem ficou nítida ao longo do ano. Em junho/2016 o humor disparou tarde e em excesso: o Ânima cravou 89,7 (otimismo extremo) enquanto a estrutura mal se mexia (34,8). Em setembro o entusiasmo recuou sem aviso. Só em março/2017 a estrutura cruzou firme para risk-on forte (70,6) — e nesse mesmo mês o Ânima recuava a 36,3, esfriando enquanto o capital esquentava. A Selic, então, finalmente cedeu: de 14,25% para 12,25%, um ano depois da virada.

O que não aconteceu

O humor não funcionou como bússola. Quem esperou o sentimento confirmar para "ter certeza" entrou em junho, no topo da euforia, e depois viu o índice arrefecer mês a mês. E quem esperou o juro cair como sinal de que a recuperação era real esperou um ano inteiro. Nenhum dos dois — nem o ânimo, nem a Selic — chegou na hora da inversão.

Veredito honesto

A estrutura de preços relativos liderou; o humor exagerou e atrasou; os juros confirmaram por último. O sentimento é o instrumento mais volátil do painel — o primeiro a exagerar nos dois sentidos e o último a servir de prova.

Continue a história: O fundo de 2016 — a estrutura antes do humor · O primeiro corte de juro · O que é o Índice Ânima →

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Leia também: O fundo de 2016: a estrutura virou antes do humor — e muito antes dos juros · O primeiro corte de juro: a Selic confirmou o que o mercado já tinha lido · O que é o Índice Ânima?

Personagens: Estrutura (intermercado) · Humor · Juros (Selic)