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Radar Perene / conceito

Análogos Históricos

O que é

Todo momento de mercado parece único — até você procurar quando ele já aconteceu. É o que os Análogos Históricos fazem: encontram janelas do passado em que o mercado tinha um perfil parecido com o de hoje e mostram o que costumou se seguir nelas.

A pergunta que respondem é simples: quando vimos um quadro parecido com o de hoje, o que aconteceu nas semanas e nos meses seguintes?

A ideia atrás disso é antiga, atribuída a Mark Twain: a história não se repete, mas rima. Análogo é semelhança, não cópia. Por isso o resultado nunca é um número só — é uma faixa, o conjunto do que aconteceu daquelas vezes.

Como ler

Para cada janela parecida, o Radar mostra três coisas: quando ela aconteceu, o que se seguiu dentro dela e qual foi a faixa de resultados na maioria dos casos.

A leitura honesta sempre traz junto o que é diferente hoje. A história rima, mas nunca repete a estrofe inteira: o presente pode lembrar 2018 e 2016, digamos, mas o quadro fiscal de hoje está mais esticado do que naquelas ocasiões — e isso entra na conta.

O que não significa

Não é previsão. Análogo é distribuição; previsão é ponto. Mostramos o que tendeu a acontecer, não o que vai acontecer — a diferença é categórica.

E não é causa. Janelas parecidas não dizem que o que veio depois aconteceu por causa do regime; apenas que aconteceu em momentos com aquele perfil. A relação é observada no tempo, nunca causal.

Os limites

A memória começa no ano 2000. Episódios anteriores entram como referência qualitativa, não como ponto na distribuição.

E quando nada do passado se parece de verdade com o presente, o Radar diz isso: prefere admitir que não há análogo a fabricar uma comparação fraca.

Análogos não são previsões. São mapas de distribuição.

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Perguntas frequentes

O que são os Análogos Históricos? São janelas do passado em que o mercado tinha um perfil parecido com o de hoje. O que costumou se seguir nelas aparece como faixa de resultados — nunca como previsão.

Análogo é a mesma coisa que previsão? Não. Análogo é distribuição; previsão é ponto. Mostra o que tendeu a acontecer em casos parecidos, não o que vai acontecer.

Até onde vai a memória do Radar? Começa no ano 2000. Episódios anteriores entram como referência qualitativa, não como ponto na distribuição.

E quando nada do passado se parece com hoje? O Radar diz que não há análogo. Ele prefere admitir a ausência a fabricar uma comparação fraca.

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