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A virada de abril de 2020: os cíclicos voltam à mesa onde só havia defensivos

Derivado

O extremo

Depois do pânico de março, abril de 2020 trouxe o primeiro sinal de virada — mas só num lugar. O humor doméstico saiu do fundo absoluto da escala sem deixar o pessimismo extremo, enquanto, por dentro da bolsa, os setores cíclicos foram readmitidos onde só os defensivos haviam reinado. Era a composição mudando antes do ânimo. Em números: o Ânima de 2,6 para 16,0, o apetite por risco ainda contido (de 10,6 a 24,2) e o dólar subindo a R$ 5,33.

O que aconteceu depois

A readmissão dos cíclicos foi cedo, mas verdadeira. Em junho/2020, o apetite por risco já estava de volta perto do topo (99,9) e a estrutura havia normalizado. E em novembro/2020 o humor enfim alcançou o resto: o Ânima saltou para 64,3, o maior avanço da série. O que abril apenas insinuou — a recomposição por dentro — se confirmou ao longo dos meses seguintes.

O que não aconteceu

Abril não foi a virada completa. Quem lesse a readmissão dos cíclicos como "acabou, recuperação confirmada" estaria adiantado em dois dos três eixos: o humor ainda marcava pessimismo profundo (16) e o dólar não reverteu — seguiu subindo (R$ 5,33). A composição da bolsa virou primeiro; o ânimo e o câmbio, não.

Veredito honesto

A virada começou pela composição interna, não pela confiança. Os cíclicos voltaram à mesa enquanto o humor ainda sentava no escuro — a composição interna vira antes de o humor reconhecer.

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Personagens: Estrutura (intermercado) · Humor · Cíclicos × defensivos